Fotografia da Natureza por André Brito e Ana Esteves

Archive for Junho, 2013

Strix aluco (cria)

strix aluco_2013_02

 

A coruja do mato é uma ave de actividade nocturna e de porte médio (36 – 40 cm). A parte superior é castanha com malhas castanhas-amareladas e a parte inferior é castanho-amarelado com riscas castanhas. O disco facial é redondo e bem marcado e de notar os olhos completamente pretos. Quando em voo as asas são compridas e arredondadas. Uma característica destas aves é que em voo não fazer qualquer ruído o que as torna excelentes caçadoras. Não é notório dimorfismo sexual, apenas as fêmeas são ligeiramente maiores que os machos. As crias apresentam uma coloração mais acinzentada e com penugem. São bastante ruidosas quando esperam por alimento trazido pelos progenitores.

É uma espécie com grande plasticidade de habitats. Habita em zonas humanizadas, Jardins, charnecas, florestas, bosques e campos. Apesar de ser uma espécie bem distribuída é difícil a sua observação, pois a sua coloração dá-lhe uma excelente camuflagem com o meio. É uma espécie residente em toda a Europa, apenas ausente na Islândia, Irlanda e Norte da Escandinávia.

Alimenta-se de pequenos mamíferos e pequenas aves, que normalmente caça por emboscada durante a noite.

Constrói o ninho num buraco de árvore ou num edifício abandonado. Efectua 1 postura entre Março-Maio com 2 – 4 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): LC – Pouco preocupante

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Monticola saxatilis (fêmea)

Monticola saxatilis_femea_2013

 

Desde à quatro anos que tenho seguido esta população de Melro-das-rochas. No local encontro vários indivíduos a partir do mês de Abril. Muitas vezes me questionei o porquê de ver tantos machos e nunca ter observado uma única fêmea . As teorias já eram muitas, mas cada vez havia mais questões.

Pois é, este ano pela primeira vez consegui observar uma fêmea. Muitas vezes a observação desta espécie é o ponto alto do dia para um ornitólogo, para mim foi a observação deste indivíduo em particular. Penso que efectivamente existe uma população nidificante no local, no entanto falta confirmar esta suposição. Para isso é necessário encontrar um ninho, o que não é tarefa fácil e muito provavelmente já não será este ano, mas passo a passo vou conhecendo melhor estes indivíduos.