Fotografia da Natureza por André Brito e Ana Esteves

Archive for Junho, 2012

Caprimulgus europaeus


Caprimulgus europaeus

Ave nocturna de tamanho  médio, 25-28 cm. É uma ave muito malhada e riscada com asas e cauda compridas. Apresenta uma coloração que vai desde o castanho, amarelo-torrado e cinzento criando assim um excelente efeito de camuflagem durante o dia. O macho apresenta manchas brancas na cauda e nas asas que estão ausentes na fêmea. É uma ave com maior actividade crepuscular, que pode ser mais facilmente encontrado em aldeia calmas junto a fontes luminosas como postes de electricidade. Contudo a melhor forma de o localizar é através do seu chamamento.

Habita em charnecas, florestas, bosques e zonas pouco humanizadas. É um habitante estival na Europa, com excepção no extremo norte onde se encontra ausente.

Alimenta-se de insectos que captura em pleno voo. Normalmente procura-os junto a fontes luminosas e de calor, onde estes são atraídos.

Constrói o ninho no solo, onde apenas utiliza uma pequena depressão. Efectua 2 posturas entre Maio-Julho, com 2 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): VU – Vulnerável


Dendrocopos major

O Pica-pau-malhado-grande é o maior dos Pica-paus Portugueses, mede cerca de 22-24 cm. A parte superior é preta com faces brancas, manchas brancas o pescoço e duas manchas ovais no dorso. A parte inferior é castanha clara com as coberturas infracaudais vermelhas. O macho adulto apresenta uma mancha vermelha na nuca que se encontra ausente na fêmea e no juvenil. Nos juvenis a coroa é vermelha ao contrário dos adultos que é preta.

Os habitats preferidos são os bosques, jardins e sebes. Têm por hábito vaguear em árvores mortas onde são avistados com frequência a subir por ela e a bater com o bico provocando um som cavo e de longo alcance. É uma espécie residente e bem distribuída na Europa, com excepção da Irlanda onde é ausente.

Alimentam-se principalmente de insectos que são capturados nos troncos das árvores, no entanto também se podem alimentar de sementes.

Constrói o ninho num buraco de árvore com o auxilio do bico curto, efectua 1 postura entre Maio-Junho com 4-7 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): LC – Pouco preocupante


Alauda arvensis

A Laverca é uma ave tipo cotovia que mede cerca de 17-18cm. É uma ave extremamente malhada. A parte superior é castanha a castanho-amarelado muito malhado, o peito castanho-amarelado malhado de castanho, mas com o abdómen desprovido de malhas (as malhas apenas se verificam nas partes laterais junto ás asas. O bico é curto, acastanhado e grosso. Apresenta também uma crista e a acuda é comprida com margens brancas.

A Laverca tem uma elevada plasticidade em relação aos habitas onde pode ser encontrada. Habita  em turfeiras, charnecas, campos, pântanos e montanhas. Observa-se com maior frequência quando canta em voos altos na Primavera e no Verão. É uma espécie residente na Europa Meridional e Ocidental. Os exemplares do Norte e Leste da Europa são migradores para o Ocidente.

Alimenta-se de sementes e insectos que vai capturando durante os períodos de actividade.

Constrói o ninho numa cova no chão efectuando 2-3 posturas de Abril a Junho com 3-4 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): LC – Pouco preocupante


Alauda arvensis

A Laverca é uma ave tipo cotovia que mede cerca de 17-18cm. É uma ave extremamente malhada. A parte superior é castanha a castanho-amarelado muito malhado, o peito castanho-amarelado malhado de castanho, mas com o abdómen desprovido de malhas (as malhas apenas se verificam nas partes laterais junto ás asas. O bico é curto, acastanhado e grosso. Apresenta também uma crista e a acuda é comprida com margens brancas.

A Laverca tem uma elevada plasticidade em relação aos habitas onde pode ser encontrada. Habita  em turfeiras, charnecas, campos, pântanos e montanhas. Observa-se com maior frequência quando canta em voos altos na Primavera e no Verão. É uma espécie residente na Europa Meridional e Ocidental. Os exemplares do Norte e Leste da Europa são migradores para o Ocidente.

Alimenta-se de sementes e insectos que vai capturando durante os períodos de actividade.

Constrói o ninho numa cova no chão efectuando 2-3 posturas de Abril a Junho com 3-4 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): LC – Pouco preocupante


Monticola saxatilis (macho)

Mais pequeno que um melro-comum, mede 18-20 cm. O melro-da-rochas é uma ave  coloria e muito difícil de observar. O macho quando observado é facilmente identificável ao contrário da fêmea que pode suscitar mais dúvidas. O macho apresenta a cabeça e pescoço azul-claro com o dorso mais escuro. Apresenta no dorso uma mancha branca, muito visível em voo. O peito e parte inferior é alaranjado, contrastando com o pescoço azul. A fêmea é castanho-claro, muito malhada, com crescentes claros na parte superior e crescentes escuros na parte inferior. A cauda é curta e laranja.

Esta ave apenas habita em terrenos rochosos de altitude. É um visitante estival escasso podendo ser observado de Abril a Setembro.

Alimenta-se sobretudo de insectos e bagas que captura nas rochas e vegetação rasteira presente no habitat.

Constrói o ninho em forma de taça num buraco de rocha ou numa parede rochosa. Efectua uma postura de Maio-Junho com 4-5 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): EN – Em Perigo


Monticola saxatilis (macho)

Mais pequeno que um melro-comum, mede 18-20 cm. O melro-da-rochas é uma ave  coloria e muito difícil de observar. O macho quando observado é facilmente identificável ao contrário da fêmea que pode suscitar mais dúvidas. O macho apresenta a cabeça e pescoço azul-claro com o dorso mais escuro. Apresenta no dorso uma mancha branca, muito visível em voo. O peito e parte inferior é alaranjado, contrastando com o pescoço azul. A fêmea é castanho-claro, muito malhada, com crescentes claros na parte superior e crescentes escuros na parte inferior. A cauda é curta e laranja.

Esta ave apenas habita em terrenos rochosos de altitude. É um visitante estival escasso podendo ser observado de Abril a Setembro.

Alimenta-se sobretudo de insectos e bagas que captura nas rochas e vegetação rasteira presente no habitat.

Constrói o ninho em forma de taça num buraco de rocha ou numa parede rochosa. Efectua uma postura de Maio-Junho com 4-5 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): EN – Em Perigo