Fotografia da Natureza por André Brito e Ana Esteves

Archive for Abril, 2012

Alauda arvensis

Alauda arvensis_6

A Laverca é uma ave tipo cotovia que mede cerca de 17-18cm. É uma ave extremamente malhada. A parte superior é castanha a castanho-amarelado muito malhado, o peito castanho-amarelado malhado de castanho, mas com o abdómen desprovido de malhas (as malhas apenas se verificam nas partes laterais junto ás asas. O bico é curto, acastanhado e grosso. Apresenta também uma crista e a acuda é comprida com margens brancas.

A Laverca tem uma elevada plasticidade em relação aos habitas onde pode ser encontrada. Habita  em turfeiras, charnecas, campos, pântanos e montanhas. Observa-se com maior frequência quando canta em voos altos na Primavera e no Verão. É uma espécie residente na Europa Meridional e Ocidental. Os exemplares do Norte e Leste da Europa são migradores para o Ocidente.

Alimenta-se de sementes e insectos que vai capturando durante os períodos de actividade.

Constrói o ninho numa cova no chão efectuando 2-3 posturas de Abril a Junho com 3-4 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): LC – Pouco preocupante


Sylvia conspicillata

A Toutinegra-tomilheira é um passeriforme de pequeno porte, 11,5-12,5cm. O macho apresenta cabeça cinzenta e garganta branca. O peito é rosado com o abdómen mais claro. O dorso é cinzento-acastanhado, as asas são castanhas com as margens arruivadas. A acuda possui penas externas brancas e a cobertura infracaudal é branca. A fêmea é menos vistosa. Possui a cabeça castanha assim como o dorso. É menos rosada no peito e abdómen, sendo que as asas mantêm a mesma coloração que os machos.

Habita em zonas montanhosas com moitas baixas. Quando observada verifica-se quase sempre sozinha, esvoaçando na vegetação, levantando voo e pousando nas moitas. Esta espécie é visitante estival no nosso país, sendo residente e invernante no Norte de África.

Alimenta-se sobretudo de insectos que vai capturando nos matagais e em pleno voo.

Constrói o ninho em forma de taça numa moita onde efectua 2 (possivelmente 3) posturas entre Fevereiro a Maio, com 4-5 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): NT – Quase ameaçado


Sylvia conspicillata

A Toutinegra-tomilheira é um passeriforme de pequeno porte, 11,5-12,5cm. O macho apresenta cabeça cinzenta e garganta branca. O peito é rosado com o abdómen mais claro. O dorso é cinzento-acastanhado, as asas são castanhas com as margens arruivadas. A acuda possui penas externas brancas e a cobertura infracaudal é branca. A fêmea é menos vistosa. Possui a cabeça castanha assim como o dorso. É menos rosada no peito e abdómen, sendo que as asas mantêm a mesma coloração que os machos.

Habita em zonas montanhosas com moitas baixas. Quando observada verifica-se quase sempre sozinha, esvoaçando na vegetação, levantando voo e pousando nas moitas. Esta espécie é visitante estival no nosso país, sendo residente e invernante no Norte de África.

Alimenta-se sobretudo de insectos que vai capturando nos matagais e em pleno voo.

Constrói o ninho em forma de taça numa moita onde efectua 2 (possivelmente 3) posturas entre Fevereiro a Maio, com 4-5 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): NT – Quase ameaçado


Anthus campestris

A Petinha dos campos é a maior das Petinhas, medindo cerca de 16-17 cm. Os adultos são cor de areia na parte superior, e malhados nas asas. A parte inferior é castanha-clara quase branca. Notória a uma linha de pintas escuras que formam uma barra que atravessa as asas. Os juvenis são mais escuros e mais malhados no dorso e na parte superior do peito.

Habita principalmente em baldios secos e arenosos, mas pode também ser encontrada noutros habitats como montanhas com misto de matos baixo e zonas rochosas. Distribuem-se ao longo de toda a Euroásia, invernando em África e sul da Ásia.

A petinha dos campos alimenta-se sobretudo de insectos, que procura e captura junto ao solo.

Constrói um ninho em forma de taça junto ao solo. Efectua 2 posturas anuais de Abril-Junho com 4-5 ovos brancos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): LC – Pouco preocupante


Anthus campestris

A Petinha dos campos é a maior das Petinhas, medindo cerca de 16-17 cm. Os adultos são cor de areia na parte superior, e malhados nas asas. A parte inferior é castanha-clara quase branca. Notória a uma linha de pintas escuras que formam uma barra que atravessa as asas. Os juvenis são mais escuros e mais malhados no dorso e na parte superior do peito.

Habita principalmente em baldios secos e arenosos, mas pode também ser encontrada noutros habitats como montanhas com misto de matos baixo e zonas rochosas. Distribuem-se ao longo de toda a Euroásia, invernando em África e sul da Ásia.

A petinha dos campos alimenta-se sobretudo de insectos, que procura e captura junto ao solo.

Constrói um ninho em forma de taça junto ao solo. Efectua 2 posturas anuais de Abril-Junho com 4-5 ovos brancos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): LC – Pouco preocupante


Cinclus cinclus (Cria)

Mede cerca de 17-18,5 com e é o ex-libris dos rios de montanha. A cria de Melro-d’água  possui uma coloração bem distinta dos adultos. Notoriamente malhada entre um bege e castanho. Contudo os padrões primários são mantidos. O peito é mais claro com malhas e o dorso mais escuro. As suas patas também são visivelmente mais claras.

Habita em rios de montanha, com cursos de água rápidos. Passa grande parte do tempo em busca de alimento no meio das águas onde revira as pedras, nada e mergulha. quando visto em voo passa como um míssil vocalizando. O seu território pode ter mais de 2 km.

Alimenta-se de macro invertebrados aquático, que captura durante os mergulhos ou nas rochas submersas.

Constrói um ninho tipo cúpula com musgos num buraco junto à água. efectua 2-3 posturas de Março a Junho com 5 ovos.

Estatuto de conservação (Livro vermelho de Vertebrados): LC – Pouco preocupante